Prefiro o barulho a me sentir sozinho,

Pode ser um barulho qualquer,

Pode ser o caminhar do vizinho.

Só não quero me sentir sozinho!

 

Sozinho,

Escuto meus pensamentos,

Ressaltam meus sentimentos,

Mas existem muitas vozes,

Algumas ferozes,

Não respeitam meu momento!

 

Sozinho,

Achei que produziria,

Por tempos pensei até que viveria,

Que alcançaria o sucesso, o progresso, que sobreviveria.

Me iludia!

Hoje prefiro a companhia!

 

De um bom livro,

Da minha amada,

Dos meus pais, dos meus irmãos, das minhas tias!

Prefiro ouvir os gestos de alegria e não o silêncio de agonia!

Prefiro que as pessoas sorriam!

 

Prefiro que riam da minha cara,

Não importa se me julgam babaca.

Apenas sorria pra mim, ria de mim.

 

Não acho mais vantagem que de mim tenham medo,

Quero sossego, quero apego, quero sorrir e fazer rir.

Que me achem palhaço,

Que me humilhe o ricaço,

Mas que riam de mim e riam comigo!

 

Que em mim encontrem abrigo,

Que se encantem com meu sorriso,

Que me queiram junto,

Que não sejamos sozinhos,

Que prefiram a mim e não ao cachorrinho!

 

Que possamos ser amigos,

Ter histórias, apelidos.

Que sejamos diferentes e ao mesmo tempo parecidos!

Que sejamos cumplices,

E que não passemos despercebidos.

Estamos juntos,

Somos amigos.

 

Que você sorria da minha foto com cabelos compridos,

E que a gente recorde de quantos quilos havia perdido.

Que nossas músicas se repitam nos churrascos,

Que possamos recordar os cigarros, as cervejas, os baralhos.

Mas que em hipótese alguma sejamos sozinhos!

E que seja pra sempre!

 

F.T. Hudson