Quando éramos criança bastava um dia ensolarado.

A chuva afastávamos com um sol bem desenhado!

Correr para a rua era o prêmio conquistado,

A roupa suja de lama era o máximo pecado.

E que mãe não perdoaria ao ver o sorriso relaxado,

E o cansaço e o melado de um dia bem brincado?

 

Não havia internet, celular ou “hashtag”,

Não havia Playstation, Xbox, assistíamos a Hebe!

O sítio do pica-pau não era tão amarelo,

Mas as cores agradavam e tudo era muito belo!

 

Os desenhos eram americanos, as séries japonesas,

As notas na escola descritas nas cadernetas!

Meu boletim era cobrado e rolava advertência,

Ficar sozinho era estranho,

Não havia tanta carência!

 

Conversar sozinho na rua era sinônimo de demência,

Ter caráter era ensinado e também ter transparência.

Era época do contato, do falado e da inocência,

Era a infância querida antecessora da adolescência.

Se soubesse o que viria aproveitaria com paciência,

E mais saudade teria de todas essas experiências.  

 

F.T. Hudson