Um olhar,

Um beijo,

Um colar repleto de pérolas,

Cada uma com suas características,

Umas com mais brilho,

Outras mais resistentes,

Todas importantes na composição do lindo colar,

Algumas parecem mais juntas,

Outras espaçadas,

Não há perfeição neste colar,

Mas é lindo de qualquer forma.

Algumas pérolas estão gastas,

Outras são novinhas ou minuciosamente polidas!

Muitas nasceram de ostras,

Talvez todas!

Algumas se perderam por anos em gavetas,

Cofres silenciosos de bancos,

Caixas de joias,

Algumas ficaram perdidas em caixas de músicas,

Que esperavam ser abertas para ouvir “Für Elise” e ver a boneca bailar até o fim da “corda”,

Nenhuma se quer foi morta,

Vivem o eterno existir,

E sua única preocupação é que não se quebre o fio que hoje as enlaça,

Que permaneçam juntas ainda que diferentes.

Não se importam mais com suas origens,

Esforçam-se para manter o fio de alegria que as une,

Esforçam-se para ser um colar, pois entenderam que sozinhas são simples perolas ainda que tenham brilho.

 

F.T. Hudson