A cabeça que pouco produz não conduz com assertividade,
Caminha desvairada pelas notícias pela mídia publicadas,
Não há qualidade em seus pensamentos,
Apenas lamentos pela mesmice de mais um dia,
Lamentos de uma vida vazia baseada em dinheiro,
E em seus baseados importados,
Recheados de bosta de cavalo que alguém falou que era pura,
Longe da vida dura,
A dureza do viver resiste por nada produzir em sua existência,
Vive em baixa frequência na certeza de nada lhe faltar,
Somente o cérebro e a capacidade de pensar e se expandir.
E expandir não é viver em mil metros quadrados,
Não é ocupar duas faixas com seu carro importado,
É desenvolver algo mais do que seu egoísmo alimentado,
Algo que não seja a má sorte de ter mais um filho mal criado,
Que você põe no mundo como parte do riscado,
Os meus versos soam estranho aos seus olhos mal acostumados,
Nunca leram um destrato ou algo contrário aos seus dias mimados,
A vida lhe passou a mão na cabeça,
Você nasceu com tudo ajeitado e nunca entendeu o que se passava aqui do outro lado,
Meio bagunçado, não é?
Aqui o mais forte não se mede no extrato,
Não é uma anomalia ser um filho bastardo,
Nos meus dedos o cerol da pipa deixou tudo cortado,
Na minha mente os anos de caminhada ficaram marcados,
Dia após dia no ônibus sendo “encoxado”,
E as pessoas em seus carros ficando incomodadas,
Aquele ônibus no corredor está mais rápido e abarrotado,
Como pode ficar em seu carro parado?
Coitado!
Passa a vida parado!

Felipe Hudson