Os poucos produtivos que muito produzem,
Vivem inativos ao olhar do capital,
Sofrem sem saber sobre a pena capital,
São improdutivos em seus fracassos,
Sem ao menos compreenderem o conceito de sucesso,
Sem saber o porquê do desprezo,
Se espelhando em quem os ignora,
Com a presteza de quem sempre espera uma mão a lhe ajudar,
Mas não há!

Há o desejo que em seu sucesso fracassem,
Afinal,
Para quem anda descalço o sucesso é um percalço,
A garantia vem da falha,
A escada direciona sempre para baixo,
Se subir será para o sótão,
Onde estarão bem guardados!

Sob a pena capital dos olhos da sociedade,
Só o sucesso é verdade!
Todos valem quanto pesa,
O bolso cheio de moedas,
A chance é pouca,
Como a ponta do cigarro espremida em sua boca,
Como o aperto da tragada e sua voz saindo rouca,
Escondem-nos da sociedade,
Como cabelo black preso na touca,
Liberto apenas em meio à vida louca,
Mas só se essa vida for curta!
Afinal ela é bruta e sem permuta!

Felipe Hudson