Com a barba corriqueira,
E roupa de marca,
Em farrapos!
Agita sua bandeira,
Tem erguido os braços,
Brada para os ventos sua intelectualidade,
Ideologia de biblioteca,
Não representa toda a Cidade,
Talvez a Universitária,
Nunca a Tiradentes,
Talvez a Jardim,
Nunca a gente!
Conhecimento apenas de livros,
Experiência de vida?
Anda um pouco esquecida.
Defende a corrupção para pessoas desfavorecidas,
Seria mesmo essa a medida?
Não deveriam ser outras oportunidades oferecidas?
Quer mudar o país ou quer dar uma de “amigo”?
O “gato net” porque é na quebrada torna-se permitido?
Cobrar arrego é coisa lícita?
Aos seus desejos tudo se permite!
Acha que é malandro porque gosta de grafite?
Desvia verba de empresa e acha bem normal,
Um pequeno “ajuste” no capitalismo que anda mal.

Guerrilheiro de biblioteca,
Deixa de molecagem!
Vem pra guerra na periferia
Vem ver corpos de verdade,
Vem sentir o que é saudade,
O que é necessidade,
Seu livrinho do Karl Marx só alimenta vaidades,
O excesso de citações é o jogo dos covardes,
Quem sabia o que falar morreu sem participar do debate,
Não tinha café da manhã com vitamina de abacate,
Mas sabia que o sol arde,
Que a fome causa insônia,
Que ninguém teria dó de fazer chorar a Dona Sônia,
Só visitava biblioteca na limpeza ou manutenção,
Mas não era bem um livro que estava em suas mãos,
Você, no seu faz de conta não conhece a realidade,
Ela é muito diferente dessa tal universidade,
Seu debate intelectual não faz bem e não faz mal,
Não atinge a comunidade,
Para nós é algo irreal,
Pois em meio à universidade privada ou estadual,
Pobre é raridade não faz parte do quadro geral,
E como “quem não é visto nunca é lembrado”,
Simbora fabricar diploma pra emergente se achar letrado!

Felipe Hudson