O coração,
Cheio de sentimentos,
Repletos de julgamentos,
Óh Coração!
Sempre duelando com a razão,
Nunca concordando sobre o mau e o bom,
Cada um em uma direção,
Sempre preferi a do coração,
Direção incerta,
Vias incorretas,
Nunca discretas,
Somente para quem segue o coração,
Caminhos repletos de emoção,
Borboletas na barriga,
Olhar perdido em paixão,
Planos aos montes,
Sonhos independentes de realização,
Utopias,
Bem mais aconchegantes que a razão,
Mas o mundo acha que não!
Então pega o dinheiro,
A carreira,
A maleta,
Coloca no carro e parte na direção da razão,
Parte neste caminho com certeza da direção,
Sem desvios,
Sem olhares,
Mas parte sem coração,
Não há espaço para essa perdição,
Não na estrada da razão,
Porta-malas repleto de planos concretos,
Porta-luvas com títulos e afazeres,
Não há espaço para paixão,
Muito menos para o amor,
A estrada não tem buracos,
Sustos,
Percalços,
Por vezes até causará sono,
Mas quem opta pela razão não sonha,
Quem não sonha não dorme,
Não se pode perder tempo,
“Time is Money!”,
O sentimento que se dane,
Segue nessa estrada calma,
Neste caminho não se precisa ter alma,
Tudo está programado,
A monotonia é o objetivo,
Mas com os bolsos bem preenchidos,
E o coração?
Nessa estrada só foi feito para parar!
Em um infarto fulminante a inércia abalar!
E uma única emoção proporciona:
O sentimento de morte,
Mas sem a sorte de um dia sentir-se vivo!

Felipe Hudson