A cidade de concreto e aço,
Não respeita dia santo,
Não tem tempo para sorrisos,
Não tem folga para prantos,
O concreto endurece a alma,
O aço no coração da liga,
No acúmulo diário,
Não há espaço para frio na barriga,
Na correria do sobreviver,
Tem hora marcada até para mandinga,
O santo que espere,
Que espere também a vida,
Porque viver não é prioridade,
Não nesta cidade!
Onde o frio arde,
E se for no outro,
Não tem alarde,
Não nesta cidade!
Onde quem não junta dinheiro é covarde,
E ninguém se importa com quem ao sol arde,
Não nesta cidade!
Onde só há espaço para concreto e aço,
Revestidos por muitas cifras.

Felipe Hudson