No clarear das tecnologias,
Escuridão!
Nas redes sociais,
Socializamos depressões em cada sorriso!
Um sorrir estranho,
Um alegrar programado,
Não existe nada espontâneo,
Na terra do instantâneo!
E eu que me alegrava com achocolatado em pó instantâneo,
Se soubesse quão instantâneo ficaria,
Preferiria tomar outra coisa,
E me permitir conversar durante o preparo,
Só por conversar mesmo,
Só para não ver o vazio das multidões tecnológicas,
Pela sinceridade do contato físico,
Mesmo que fosse para contar mentiras,
Só pelo convívio,
Para não haver vazio,
Para não ver uma humanidade oca,
E não ver tanta loucura dentro da normalidade,
E não pensar tanto na mortalidade,
Seja por medo ou na busca da liberdade,
Só para viver de verdade!

Felipe Hudson