Não há o sagrado sem o profano,
Não há acerto sem engano,
Não há privilégios sem danos,
O sensato não o seria sem o insano,
Um jogo de humanos e desumanos,
Onde foi que nós erramos?
Que caminho nós tomamos?
O que foi que nos tornamos?
Deus ou o diabo,
Na peleja do certo com o errado,
Do ateu e do cidadão de fé,
Do rico e da ralé,
Não há vencedores!
Só derrotas e individualidades,
Só a solidão nos dois lados da moeda,
Só há pressa!

Felipe Hudson