Quem dera, quem dera,
Escrever como Milan Kundera,
Falar de amor com tanto esmero,
Mas com desapego,
Esquecendo qualquer medo,
Versando fácil,
Como quem fala do básico,
E o que seria o amor senão o básico para se viver?

Necessidade básica não é dinheiro,
Que tomou tal posição por imposição,
Ou talvez tenha comprado,
Na terra onde quase tudo tem preço,
Mas eu quero e mereço que a necessidade seja o amor,
Se não for, tem que ser!

Amar é nosso arroz com feijão,
Sustento do coração e do cérebro,
Porque não do espírito que é sempre tão esfomeado,
Amor que é luz na escuridão,
Conforto e desconforto,
O correto em meio ao torto,
Amor que é a Insustentável Leveza do Ser.

Felipe Hudson