A mente individual,
Na cabeça do ser social,
Não socializa,
Esvazia em isolamento,
Em lamentos por estar sozinho,
Mas com medo do descaminho de se conectar,
Conectar sem tecnologia,
Apenas por sintonia,
Pelo eterno ouvir e falar,
No jogo de palavras trocar,
Um vai e vem de se amar,
Não cabe a palavra individualizar,
É por isso que tão pouco se ama,
E não venha falar que se trata de drama,
Que outros choraram essas mesmas lágrimas em outras camas,
Falo sobre ausência de amor,
Compaixão,
Ausência completa de verdadeiras paixões,
Das que não se pode comprar,
Lembram?
Fica-se muito,
E assim ficamos sozinhos,
No eterno descaminho de gostar da solidão e reclamar que se está sozinho,
Dilemas contemporâneos,
Depressões contemporâneas por relacionamentos instantâneos,
Prazeres momentâneos que como “miojo” sustentam por minutos,
Não proporcionam prazer,
Em excesso causam nojo,
E apenas saciam necessidades,
Mas não matam a fome de verdade,
Apenas enganam,
Como as individualidades.

Felipe Hudson