Atenção nos olhares,
Tensão nos olhares,
Reprimem seus colares,
Que julgam colares,
Não importa se são guia,
Os olhares eletrocutam como enguias,
Não respeitam seus guias,
Os olhares incomodam,
Na cova dos leões o Erê acuado,
Rotulado, apertado, ofuscado,
Lugar errado,
Sem que ele tenha errado,
A prece não é dele,
O cântico não tem tambor,
Não suportou!
Não foi fraqueza,
Talvez falta de amor,
Sem amor nada persiste,
Sem compreensão o amor não existe,
As etiquetas perduram,
Os rótulos descriminam,
Discriminam,
Vai-se o “diferente”,
Vão também as guias,
E nas cantorias de irmãos ficam mesmo apenas a ironias,
Em meio as questões de conhecimento,
Um repertório de mentes vazias,
Começou na “lan house”,
Terminou nas burocracias,
Foi se o cavalo,
Os atabaques,
Sobrou cantoria,
Mas para quem?
Quando deus se tornou intolerante?
Quando a fé se tornou hipocrisia?

Felipe Hudson