Tinha o olhar perdido,
Aguardava apenas uma ajuda,
Talvez aguardasse a compreensão,
E esta perdia-se em corredores superlotados de impaciência,
Questionados, inquiridos,
Nenhum olhar de complacência,
Apenas condenação,
Rotulado de demência,
Não havia sobre seu estado compreensão,
Perdido em pensamentos buscava adequar-se as regras,
Regras que não foram criadas para ele,
Apenas para os “normais”!
E quão desigual viver a parte da sociedade,
Apartado da “normalidade”,
Que machuca por vaidade,
E que se gaba de sua compreensão,
De chamar a todos de irmãos,
Ainda que os considere bastardos!

Felipe Hudson