Intolerâncias a diversidades,
Lâmpadas quebradas,
Rostos desfigurados,
Raspa-se o cabelo de Maria,
Quem diria?
Nem seu gênero decidiria!
Não decide!
Não toleramos mais nada,
Tolerar já está errado,
Mas nem isso conseguimos!
Nos tornamos avessos aos sentimentos,
Não nos socializamos,
Nos juntamos em grupos virtuais,
Como se fossem encontros normais,
Mas eles não têm cheiro,
Não tem sabor,
São apenas cópias resumidas de nossas vidas,
E com isso chegamos à conclusão:
Em meio a tantas exigências,
Aprendemos a nos contentar com pouco,
Com o mínimo,
Sempre julgando ser o máximo!
Aprendemos a viver em desertos,
Cercados de miragens que fingimos acreditar que existem,
Ainda que saibamos que são tão reais quanto o nada,
E tão perigosas quanto ele,
O nada,
Ou o que restou de nossa consciência,
Do amor ao próximo,
Da proximidade com o amor!

Felipe Hudson