“Quase todos os homens do mundo são ruins”,

(Diz a refugiada),

Após ser desterrada, roubada, violentada,

Estuprada durante a longa jornada pela vida,

Onde ironicamente pagou com a própria morte,

Com sorte,

Salvou as filhas do mesmo destino,

(Por enquanto)

Todo este sofrimento apenas pela “má sorte” de nascer mulher,

Em um mundo assim:

“Onde quase todos os homens são ruins”,

Que espécie de milagre persiste nesta alma?

Que de certa forma acredita que exista algum homem bom,

Ainda que a vida só lhe apresente frustração, humilhação e desprezo,

Mesmo que os homens tenham lhe roubado seus direitos,

Ironicamente esta mulher caminha firme e denuncia:

“Quase todos os homens do mundo são ruins!”

E não seria errado pensar que ela fala sobre a humanidade,

Mas seria distorcer o pensamento a favor do patriarcalismo,

E sem cinismo e voltando ao gênero,

Penso que ela está certa!

E uma frase martela em minha mente:

Em um mundo onde clamamos por igualdade,

Na verdade,

Quase todos os homens são ruins!

 

Felipe Hudson