A massa escravizada não deseja alforria,
Se diverte com chibatadas, com escarradas e ironias,
A massa amordaçada sente-se representada,
Caminha com seus arreios,
Selados e adestrados,
Sentam-se quando ordenados e assistem a televisão.

Em momento algum sente-se mal,
Seguem as modas e grandes ideias da indústria cultural,
E tudo que ela produz absorve-se sem questionar,
Em uma sociedade encoleirada o que não se faz é perguntar,
Aceita-se, acomoda-se, assim como fantoches,
Sentados no colo do diabo,
Com fogo no rabo,
Chifres em suas cabeças,
Traídos por suas mentes,
Que mentem continuamente,
Para que o tronco lhe pareça caridade,
E a escravidão se assemelhe a liberdade.
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Felipe Hudson