A indústria cultural,
Vende o “viver bem”,
Mas no fundo nos faz tão mal,
Muitas loucuras já pensei motivado por sua linguagem banal,
Tive vontades estranhas de viajar no tempo,
Perdi tempo!
A realidade passou.
Por vezes quis ser policial,
Amante,
Traficante por alguns instantes,
Quis ser assassino,
Político (mas isso passou rápido),
Me tornei um mentecapto,
E isso eu nem queria,
Mas realmente me tornei “burro, muito burro demais”,
Como a própria indústria cultural me alertou anos atrás,
Achei que ratos conversavam,
Patos ficavam milionários com uma moeda da sorte,
Múmias e magos driblavam a morte,
Achei que se podia viver a tal metamorfose,
Que seria simples como uma cirurgia de fimose,
Mas não me avisaram sobre possíveis complicações,
No fim, sentado em frente as ilusões, sonhei, achei que acordei, apaguei,
Vi meu primeiro amor passar,
Tentei ir de volta para o futuro,
Fiquei em pânico,
Me rendi ao poderoso chefão das mentes limitadas,
E a indústria cultural chamei de meu mestre,
Tudo isso com muito carinho,
Todo o resto o vento levou!
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Felipe Hudson