Conheço pessoas que amarram seus cadarços com tanta vontade,
Desamarram e amarram novamente,
Fazem dois laços,
Não gostam!
Faz um laço só,
Desgosta!
Amarra com nó,
Tem até quem amarre nas canelas.

Eu amarro apenas uma vez,
Quando compro o tênis,
Depois aproveito a amarração por séculos,
Rezando para que o cadarço não desamarre,
Por vezes o lacear me incomoda,
Ou o apertar ao forçar os pés no calçado amarrado,
Mas insisto até conseguir.

Por que não desamarro?
Não sei,
Talvez por costume,
Talvez por preguiça,
Talvez seja apenas a vida ou a forma de viver,
Mas as vezes invejo aquele que desamarra seus sapatos,
Tanto na hora de calçar, quando descalçar os pés,
Mas invejo mesmo quem usa tênis sem cadarço!
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Felipe Hudson