Notícias reinventadas,
Páginas reprogramadas,
O “museu de grandes novidades” cativa corações covardes,
E caminhamos todos para o final trágico de servir como “boi de piranha”,
Para aqueles que tem artimanha,
Que conhecem a manha de viver como as ariranhas,
Predadores silenciosos,
Por vezes nem cautelosos,
De nossos direitos.
Alegram-se de seus feitos,
Sempre mal feitos,
Desprazerosos projetos de “pão e circo”,
Chamados de “projetos políticos”,
Que encantam os ricos e aqueles que o pretendem ser,
E renegam aos pobres a miséria,
E a exigência de sorrisos por uma vida paupérrima,
Respaldada pela falácia da meritocracia,
Que por onde passa oportunidades cria,
Seja qual for sua categoria ou seu extrato social,
“Só que não”,
Como diria o bordão!
E caminhamos nos digladiando entre estrelas e tucanos,
Mortadelas e caviares,
Respirando os mesmos ares enquanto não conseguirem nos sufocar,
E de “PEC” em “PEC”,
De acordo em acordo,
Entre troca de favores e quem sabe subornos,
Seremos enterrados todos no cemitério da educação,
Que resvala na saúde, na segurança, e demais condições,
Todas necessárias para vislumbrar um futuro,
Mas não no cemitério onde nos encontramos,
O cemitério da educação!
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Felipe Hudson