Olhar o céu e buscar estrelas,
Não exigia muita destreza,
Apenas levantar a cabeça,
Bastava olhar o céu para encontra-las,
Tudo era mais colorido e brilhante,
Havia muitos livros nas estantes,
Até que a cidade ficou cinza,
Suas estrelas foram cobertas por fumaça,
Não havia mais tempo para se olhar nada,
Apenas o relógio,
Observar o céu estrelado tornou-se demasiado cansativo,
Era necessário esperar o momento certo para buscar algum brilho,
Uma luz, um cintilar,
Algo em que acreditar,
Passavam-se minutos até um brilho encontrar,
E torcíamos para que o cintilar fosse estático,
Que não fosse tecnológico,
Que dessa vez fosse uma estrela,
Para que no coração reacendesse a certeza que elas estavam lá,
As estrelas,
Paradas e encobertas pela cortina de fumaça,
E que se voássemos bem alto poderíamos alcança-las,
Ou se diminuíssemos nossa ganância deixaríamos de enfumaça-las,
Apenas para voltar a acreditar no céu,
Para descobrir o véu da desconfiança,
E quem sabe voltar a simplicidade,
Deitar na esteira e ver as estrelas e a lua,
Caminhar tranquilos pelas cidades,
E viver!
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Felipe Hudson