Às vezes bate aquela desesperança,
O corpo cansa,
Cansa também o rosto de forçar o sorriso,
Cansa o coração de se manter ativo,
Cansa de verdade manter cada amizade,
Às vezes cansa!
Cansa muitas vezes,
Manter-se sorrindo na montanha russa,
Principalmente nos “loopings” de desilusão,
Na solidão do carrinho veloz,
Nas intermináveis decidas,
Aguardando a colisão com a vida,
E de repente vem a subida,
Mas com o tempo sabe-se que virá a decida,
E não se pode parar o carrinho,
Alguns dizem que se pode parar,
Mas tenho certeza que o fluxo será continuo,
Uma viagem eterna, sem paz,
Então continua-se sentado no carrinho,
Veloz,
Esperando a próxima subida,
Buscando frear a descida,
Para que não seja tão brusca,
Ou apenas fechar os olhos,
Para que passe bem rápido.
Como conforto,
O fato de que as subidas são vagarosas,
E as decidas são velozes, ligeiras,
Assim como as tristezas!
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Felipe Hudson