Palavras são como navalhas,
Capazes de nos proporcionar o frescor de um barbear,
Ou a dor de um corte profundo nos pulsos,
A palavra pode ser leve como a folha que cai no outono,
Ou pesada como a culpa que se carrega ao magoar quem se ama,
Palavras são jogadas no ar em um almoço qualquer,
São desperdiçadas sabotando o silêncio,
Causam rancor e transtorno,
Mesmo quando falam de amor.

Palavras trazem paz,
Quando vem do coração,
Quando o ambiente as convida,
Saem leves e colorem a pintura daquele momento,
Mas quando são da boca pra fora,
Esvaziando os pulmões,
Buscando agressões e provações,
Não trazem amor!
Quando em competições de razões e conhecimento,
Trazem conflitos, desprazer, gritos,
Faltam argumentos.

Em discussões as palavras são inutilmente jogadas,
Buscando solução para questões sem sentido,
Muitas vezes criadas pelo próprio conflito,
Gerando mais imbróglios,
Em um ciclo contínuo e previsível!
Corações em desalinho,
Corações partidos!
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Felipe Hudson