Mil cairão ao seu lado,
Dez mil cairão a sua direita,
Mas você se manterá indiferente às quedas,
Frio em seu egoísmo,
Vestido de vaidade,
Se manterá preso a falsa ideia de segurança,
Distante da humildade,
Amarrado a crença de que nenhum mal lhe afetará,
Que viverá na abundância,
Manterá esta esperança,
Que durará até o dia de sua derrota,
A bancarrota!
Brusca! Solitária!
Ocasionada pela falta de empatia que você alimentou!
Abandonado,
Verá mil lágrimas caírem dos seus olhos cansados,
E com o rosto molhado implorará por um ombro amigo,
Mas perceberá que estes pereceram ao longo da caminhada,
E que não há mais abrigo,
Que os amigos hoje são só um rastro em sua história,
Glórias materiais não mais existem,
Tão pouco sentimentais,
E não existirá ninguém que lhe segure as alças,
Ninguém que lhe escolha as calças,
Em um enterro silencioso como indigente,
Carente,
Arrependido por não oferecer suas mãos aos que caíram,
Seja à esquerda ou à direita,
Infeliz por não lutar pela minoria,
Que no país é maioria,
Inconsolável por não sucumbir junto aos milhares,
Ou te-los humilhado em troca de olhares, colares, dólares,
Gostaria apenas de uma vela acesa,
Uma única oração de amigo,
Aqui jaz!
Sozinho!
Sem paz!
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Felipe Hudson