Se na quarentena,

Que pena,

Já perdemos centenas,

Vidas sentidas pelas lágrimas escorridas,

Imagina se seguíssemos essa tática suicida,

Deste velho genocida,

Que se acha jovem em suas flexões de pescoço malconduzidas,

Assim como malconduzida é sua própria vida,

Sem controle de seus filhos, milicianos, corruptos, e quem sabe homicidas,

Cercado por um pasto de incompetentes,

Que cresce como capim em terra boa,

Por ele escolhidos de forma à toa,

Ou em troca da sua coroa,

Que julgava ser de rei,

Mesmo conseguida na sorte,

Não entendeu ser apenas o bobo da corte,

Natimorto,

Nascido programado para morte,

Como o palhaço tolo que nunca teve talento,

Que morreu ao relento com suas piadas sem nexo,

Em descompasso com a vida,

Perplexo! Olhando em um rio poluído seu reflexo,

Apagado em meio as fezes,

Dependendo de preces pagas para deuses corruptos,

Movidos a dízimos e sem escrúpulos,

Que o abandonarão no primeiro sinal de falência,

E voltarão aos postos de urubus,

Aguardando ver o reles soldado cair,

Como carniça,

E simplesmente dirão,

E agora Jair?

 

 

Felipe Hudson