Vivo essa relação com a política,

Odeio os políticos!

Mas gosto de me relacionar com a política,

E os políticos se parecem bastante com boa parte de nós homens,

Prometemos mais do que entregamos,

Somos imaturos e inseguros,

Em grande parte, mimados!

Nos vangloriaríamos de coisas que muitas vezes não fizemos,

Ou pior, nos vangloriamos de atos que seriam nossas obrigações,

Cobramos aplausos por obras mal feitas e geralmente entregues com atraso.

Somos fracos,

Geralmente vivemos coligados,

Aliados a partidos ou amigos que não nos levam a melhorias efetivas,

Visamos apenas pequenas e passageiras conquistas,

Crescemos extremamente inseguros em nossa masculinidade,

Repletos de vaidade,

Crescemos investindo em tênis caros e motivos para andar descamisados,

Na vida adulta adicionamos os carros,

E estes variam de tamanho, potência e altura do som, proporcionalmente ao número de vezes que brochamos,

Ou inversamente proporcional ao tamanho que disseram que deveria ser o nosso pau!

Pau? Até o apelido vai mal…

Camuflamos nossos desvios de conduta em discursos inflamados sobre honestidade,

Juramos lealdade,

Projetamos unidade,

Mas entregamos apenas uma eterna adolescência sentimental,

Rasa, imatura e imoral,

Se ainda houvesse rompantes adolescentes na esfera sexual…

Mas nessa também reina a promessa,

Pedagogicamente aprendida em vídeos curtos,

Que assistimos escondidos,

Camuflando o adolescente inseguro na máscara de adulto astuto e bem sucedido,

E como políticos…

Sem perceber, somos sucedidos, dia após dia por nosso machismo,

Superados pelo egoísmo e substituídos por qualquer coisa que proporcione o mínimo prazer sem o revés da decepção passados cinco minutos,

Assim como a política…

Aposto em um político e antes do segundo turno já confirmo tratar-se de um corrupto,

E tem-se o fim abrupto e então me questiono,

“Por que diabos eu gosto de política?”

E cada vez mais cansado e desanimado acompanho o surgimento de um novo nome em quem apostar,

E baixinho repito,

“Vou arriscar mais uma vez, mas só dessa vez!”

.

.

.

Felipe Hudson