Ela tem uma forma diferente de segurar o cigarro,

Como quem tem o domínio sobre o vício, sabe?

Fuma com a certeza de quem decide quando parar,

Sua tragada contrasta claramente com o descontrole emocional em suas relações amorosas,

Cercada por romances porosos e tramas de crochê mal desenhadas,

Joga a fumaça no ar como se joga nos braços de quem não lhe merece,

Se entrega em abraços fugazes,

Entrega-se de alma ao acaso,

E perde-se em uma paixão repentina e não correspondida,

Vaga pela história de sua própria vida,

Abandonando cigarros, sorrisos, bebida, carne vermelha,

Abandona o banco de madeira,

E parte em busca de algo que lhe traga aquela velha sensação,

A saudosa incerteza de um cigarro bem tragado!

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Felipe Hudson