Quando o coração dilacera,

O som lhe invade a alma,

O fragmento de calma estilhaça,

A alma sai do corpo,

Por um momento olha o espectro branco e vazio,

Jogado ao chão,

Baleado pela verdade,

Com seu mundo de expectativas estilhaçado,

A verdade rasga o peito,

Como um soco no queixo,

Que chacoalha o cérebro e inibe qualquer raciocínio,

A realidade não sente pena,

Ela invade o coração e dilacera seu bem-estar,

É um mergulho no mal-estar,

Mas é busca por renovação,

O batismo,

Os sentidos atentos, as informações absorvidas,

O coração impactado, mas a possibilidade de vida,

A saída desejada,

O passeio no pântano para encontrar a luz,

A verdade é como sair de um quarto escuro e encontrar um dia ensolarado,

A luz invade os olhos, cega, causa mal-estar, mas depois tudo fica claro, nítido, saudável,

O alívio após a dor é quase melhor do que nunca sentir esse desconforto,

Não nos sentiremos heróis sem um dia nos sentirmos escrotos.

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Felipe Hudson